Sete minutos

De DHEYNE DE SOUZA.

O mundo ao seu redor tremia a cada sete minutos. A cada sete minutos um degelo vesgo. Temia todos os sons, todos os toques, todo calor. E por sete minutos temia o resto dos dias.

Por isso sempre calada, suspiro, malogro, luto?

Por isso esperas crispadas, olhos ao chão, derramados como larva.

Entre uma ponta e outra do que lhe era repartida a condição, mal o desejo de ser outra, bem o medo de pecar.

O tempo restringia seu espaço.

Se outra fosse quereria aquilo, ninaria aquilo, estamparia aquilo.

Um dia saiu no jornal, e tudo diminuiu. Pessoas, espaços, sons.

Sete andares de escada e um elevador solto.

Sete andares de escada e um elevador solto.

Sete andares de escada e um elevador solto.

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