Pequenos casos de consciência

de Dheyne de Souza

– Em qual dos braços?
– Eu não sei. Eu não sei mesmo nada.
– Você só precisa dizer e só tem duas opções.
– Como se fossem dois caminhos, um vai para algum lugar estranho. A única certeza, você diria, é que não poderá ser igual ao outro, ao outro lugar estranho.
– Então esqueça e olha o sol.
– Essa farsa, esse adiamento, essa epiderme do inútil.
– Eu não vou mais ficar nenhum minuto aqui, não suporto
– …
– …
– E nem consegue dizer. É outro raio mero.
– Os dois?
– Nenhum.
– Nenhum.
– É tudo uma ilusão de desemprego, a memória.


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