Afonso

Dheyne de Souza

 

As coisas não estão indo bem agora, Afonso. O trânsito que mastiga as veias que percorrem os olhos desse vento pasmo. O centro, Afonso, carcomendo bordas pele vácuo.

Eu olho para a estrada e vejo o sol customizado no asfalto, os fios entremeados nos meios, o ócio carcomendo a cal daquele ali com que vejo o instante pendendo. Ponteiros vasculham uma voz, Afonso, que não tem palavra, qual um abrigo na ceia, em véspera de ser caçado, armada, vasculho as estepes que meu próprio ritmo atrela ao braço. Que aponta. A curva. O longe. O submerso.


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