Flashpornô I

Nereu Afonso

 

Faz frio fora. Alex deixa a filha na aula de violoncelo e corre pro carro. A última consulta do dia é em meia hora. Nessa época do ano, nessa hora, o dia já é noite. Os ratos caçam gatos, as contradições se renovam e os trabalhos estão abertos. Alex, ao invés de virar à direita, vira à esquerda. Roda rente ao Jockey Club. Faz o balão. Pisca-pisca. As artérias se dilatam. Tem 22 minutos antes de voltar ao consultório. Paciente pentelha! Faz frio fora. Amanda, na calçada, de sobretudo e apenas de sobretudo, acaba de dispensar um motoboy. Alex encosta, janela e braguilha abertas. Ritual de ois. Me faz o que você tem de mais caro, boneca. Amanda, desenho impecável, cintura e seios insinuados no veludo do casaco caro. E em 5 minutos, boneca. Amanda, branca, magra, altíssima, baixo ventre 100% depilado e monopolizado por 24cm rígidos, grossura cavalar, veias discretas, culminando em uma glande muito bem torneada. Sem dúvida o mais robusto calibre da região do Morumbi. Alex, suor frio, acaricia, segura, grande mesmo, pesado, uma tora, macio, perfume Givenchy Very Irrestible, delícia, lambe, lambe, põe na boca, vai e vem, mão, língua, engole de vez. Amanda geme muito. Alex esporra na mão. Alex é esporrado no rosto. Ritual de tchaus. Amanda, pau bonito e cigarro aceso, fica no frio. Alex zune. Paciente pentelha esperando. Alex, pisca-pisca, aterrissa. Ritual de ois. Ele e a paciente. Beijo e aperto de mão.


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